What do I see here? And you?

1841-8Eat as much as you like, from 1841

Brighton, England. What we’ve become: for £3.50 (happy hour) one can eat as much as one can. In this city alone, hundreds are homeless, many have nothing to eat, scavengers multiply. What if we go in and for £3.50 we may pack as much as we’d like to give to people in need? What about if we could be less greedy, what about if we could share more? Happy hour for people starving… Why not?

This buffet, hidden in a corner in Brighton tells us what we really are: envious, greedy selfish bastards that try to have as much as we can for as little money as possible. Politicians and economists have been legitimating this behaviour – they call it neo-liberalism or ultra-liberalism and it is on show on every street of the so called “developed world”.

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What do I see here? And you?

london_26-copyRoyal Walk, from West London tales

The Golden Jubilee Bridge, London. The Houses of Parliament are behind bars and the lady pedestrian – dressed as an executive – steps out from monarchy onto a smaller, brighter and humbler manhole cover. Brexit?

What do I see here? And you?

_dsf4802lrR8, England at Home, from It’s Christmas Again

Brighton, England. One of the most amazing things happening in the western world is Christmas. And the English love Christmas! They buy and buy and buy, non stop from November onwards until madness shopping in December. The funny thing is they’re buying essentially imported goods. From the EU, from China from everywhere. And the British balance of payments is collapsing for 15 years now.

While the English reduce themselves to ghostly silhouettes surrendering to consumerism, Germany and other nations fll their pockets with Sterling. Regrettably, this is the only way England feels at home.

Sadly, other countries desperately replicate this childish behaviour and Christmas is just about consumerism nowadays – and getting in debt.

What do I see here? And you?

pfd6128Behind Bars, from Pilgrims, chapter one: Walking to Fatima

On the 13th of May 2015, 210000 pilgrims completed their epic journey and flooded Fatima’s Sanctuary willing to pay Nossa Senhora de Fatima a tribute, acknowledging the fact that, one way or the other, she took good care of them, protected them, saved them or saved their loved ones from becoming sick, from poverty or from something else – a miracle, so to speak. This family was expecting the procession to start; given the rise of racism against black people in the United States in recent years, I was struck by the fact that if you’re born black the likelihood of getting behind bars is much higher than if you’re white, unless you’re black and rich; if you are, you may be able to stick your hands out of misery, staying on the “white” side of life. When you are black I wonder what comes first, the colour of your skin or the size of your pocket – which type of racism really takes place… This family personifies the relationship black people has been enforced to have have with prison: their hands gently touch the bars, there seems to be a close relationship with the object, some sort of intimacy; the vagueness in the eyes of the patriarch glazing away like if there was nothing to say about their condition, confirming he is well away from where he is sitting and his wrists, where a pair of handcuffs could be preventing movement from his hands, are instead richly adorned by a pair of gold bracelets, the only part of his body actually out of “prison”.

I hope Nossa Senhora may give a helping hand to all the penniless or middle-class black citizens that end up in the line of fire of the american police – and help them to get rich and away from discrimination.

 

29549 fotografias depois desejo-vos, a todos sem exceção, um Natal Inesquecível e, claro, o Melhor do Mundo em 2017

cb014A minha bola de Natal gigante, Viseu 2016

Este foi o número de vezes que pressionei o disparador das Fujifilm até ao dia 20 de Dezembro de 2016, desde o passado dia 1 de Janeiro: 83 vezes por dia, profissionalmente apenas, não conto as fotografias dos miúdos, das férias e demais tretas pessoais em que me possa ter atrevido a fazer uma trivialidade qualquer, gastando uns quantos bytes de armazenamento num dos SD da SanDisk.

tituloFujifilm X-Pro2 versus X-Pro1

Tenho pouca habilidade para escrever textos em jeito de balanço, mas quero deixar uma palavra para todos aqueles que, de uma forma ou de outra, se cruzaram comigo em 2016 e me ajudaram a continuar a crescer, a levar projetos a bom porto, a realizar sonhos, dando a conhecer a realidade como a vejo e como a sinto através da câmara. São muitos para aqui caberem de forma “elegante”, mas todos vocês sabem quem são – muito obrigado a todos. Aos meus amigos não agradeço a amizade, essa não se agradece, retribui-se – amo-vos como apenas se amam os verdadeiros amigos.

HWV045 copyA Home with a View, Março 2016, Ilhas Barreira, Algarve

Foi um ano cheio – a transição da X-Pro1 para a X-Pro2, a adoção de novas lentes da Fujifilm e a estreia do sistema de flashes “à séria” da marca que me tem acompanhado em exclusivo desde 2014 marcaram o ano. Continuo fiel à Lowepro, à Sandisk e à Fujifilm – agradeço publicamente a amizade e a cumplicidade do João Rodrigues Coelho e de todos os seus colegas na Fujifilm Portugal; ao João Doroana e aos seus colegas da hi-techwonder um grande obrigado pela disponibilidade e pela atenção que me souberam e quiseram dar.

bfvt-12Floresta Negra, movimento cívico (fotografado na Serra da Estrela)

Este foi o ano de arranque do Floresta Negra, que conta com o envolvimento de um número substancial e que não pára de crescer de autarquias em Portugal Continental e na Ilha da Madeira, de alguns sponsors de exceção e, claro, com o apoio da ANPC, da Liga dos Bombeiros Portugueses, da Fujfilm e do Jornal Público/P3, tendo o ICNF garantido ao projeto o apoio na elaboração de textos e documentação técnica, desde o início de Dezembro, o que muito nos honra. Sei que a tarefa não é fácil, mas estou motivadíssimo para continuar a lutar por um país com menos área ardida, ano após ano. Novidades em Janeiro…

005ddDão DOC, Região Demarcada do Dão, Setembro/Outubro de 2016

2016 foi também o ano em que recebi o Joan Wakelin Award que me foi a atribuído em 2015 pela Royal Photographic Society e pelo jornal The Guardian. Também este ano o P3/Público considerou Pilgrims – Walking to Fátima um dos melhores ensaios publicados em 2016 – muito obrigado pela distinção e vida longa ao melhor jornal português da atualidade, incluindo todos os suplementos e diferentes meios/suportes.

Lisboa-MourariaLisbon Blues, Lisboa Agosto de 2016

Dão DOC foi exposto na cidade vinhateira – na cidade do Dão, Viseu, e logo no Solar do Vinho do Dão – nada podia fazer mais sentido. A todos os que tornaram a exposição possível, o meu mais profundo agradecimento.

pfd5098Pilgrims, Walking to Fátima

Mas, 2016 foi um ano de trabalho, de prazer renovado – concluído o ensaio sobre as ilhas barreira no Algarve intitulado A Home with a View, Lisbon Blues foi o seguinte, depois Fairytale Winery e Dão DOC; pelo meio iniciei No Surrender, ainda sem data de conclusão prevista. Já neste final de ano estão em produção duas séries que tentarão retratar duas realidades muito diferentes: “Os Lugares do Azeite Transmontano” e “Estes são os dias do ano”. Se no primeiro tento trazer de Trás-os-Montes a alma do azeite que por lá se produz (um dos melhores do mundo), no segundo sintetizam-se as tradições natalícias que correm sérios riscos de extinção, bem como as “novas” peregrinações ao interior de Portugal para a celebração da passagem de ano – a Beira Baixa é o cenário, onde mais poderíamos andar? A Serra da Estrela e as sua corda são irresistíveis nesta altura do ano.

Playing copyNo Surrender, Viseu (em curso)

Para 2017 estão desde já previstas as edições em livro de Floresta Negra, Os Lugares do Azeite Transmontano e Estes são os dias do ano, bem como cerca de uma vintena de exposições em Portugal e três, talvez quatro “lá fora”, com base nas três referidas séries a publicar em livro. Cozinham-se na Chappa mais projetos para 2017, que passam pela produção de workshops, pela realização de mais uma dezena de séries fotográficas (vamos tentar, é ambicioso, sabemos que sim), pela associação com outros fotógrafos em projetos conjuntos e pela promoção de projetos e movimentos sem fins lucrativos. Quem sabe, talvez haja boas surpresas em 2017…

_dsf9810lr-copyOs Lugares do Azeite Transmontano (em curso)

Conhecer outras realidades, micro-cosmos em que gravitam seres humanos que me abrem a porta do seu mundo e se dão a conhecer sem reserva é a melhor recompensa que o meu trabalho me proporciona. Obrigado pela generosidade, se um dia conseguir retribuir fá-lo-ei sem hesitação.

_dsf5039-copyOs Lugares do Azeite Transmontano (em curso)

Por último, uma palavra de sentida e profunda amizade por um dos melhores fotógrafos portugueses de sempre e um dos melhores, senão mesmo o melhor, ainda em atividade: Mestre Homem Cardoso. Com mais de uma centena de livros publicados, em que cada fotografia é uma lição de composição, de interpretação e de domínio técnico absoluto de todas as variáveis que compõem uma fotografia, António Homem Cardoso, merece, na minha opinião pessoal – sei que muitos de vós comungam deste sentimento – o nosso respeito, admiração e sentido de gratidão, por tudo o que tem feito pela fotografia e pelo país, fotografando-o exemplarmente. Meu caro António, keep up the good work, we all love you.

Desejo-vos, a todos sem exceção, um Natal Inesquecível e, claro, o Melhor do Mundo em 2017.

 

 

Perdido entre paisagem deslumbrante e gastronomia de exceção

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Que me perdoem esta semana de silêncio e de distância aqueles que me seguem com um pouco mais de atenção, mas tenho andado perdido pela paisagem mais avassaladora de Portugal Continental e pela gastronomia genuína, de sabores únicos – sim, ando “à deriva” por terra transmontana. O mais recente projeto produzido pela Chappa intitula-se “Os Lugares do Azeite Transmontano” e pretende – com uma dose de genuinidade muito generosa que as gentes de Trás-os-Montes incutem em quem por lá passa – retratar a alma do azeite transmontano, um dos melhores do mundo.

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Por estas paragens passei uns anitos da minha vida, ainda puto, de muito boa memória. Agora, com o olhar mais treinado e à procura das gentes, lugares, hábitos e práticas que ajudam a definir o azeite transmontano, sinto-me deslumbrado, por vezes até intimidado pela paisagem destas paragens.

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Por outro lado, ou não fosse o ensaio sobre o famoso ouro líquido, tempero inigualável e indispensável na dieta mediterrânica, tenho-me deliciado com as iguarias com que esta gente extraordinária me tem brindado.

Para lá volto amanhã, cedo; perdoem-me se, por uns diazitos, troco o bulício das redes sociais e da vida mais cosmopolita pela paz profunda com que estes montes e vales brindam quem se predispõe a contemplar toda a sua magnitude.

Até já.

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Fotografia: X-Pro2 e a partir do topo: XF50-140mm, XF35mm, XF16-55mm e XF90mm

 

Hyperion wrist strap

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A few weeks ago I’ve reviewed Hyperion Camera Neck Strap – now I got a similar, but shorter, wrist strap from Hyperion. Well, different colour but all the same feeling, quality and plush.

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Hyperion is selling these camera straps on ebay – they are hand made in Greece; Pablo manufactures every single one with love – one by one, by hand and tailor made. You can set specific length, color and trimming.

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Neck and Wrist Handmade Camera Straps, 238 Colour combinations to choose from. Fully Customizable in Length. Worldwide Shipping.

Link to Hyperion Camera Neck Strap review here.

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Website: https://www.hyperioncamerastraps.com

Order processing

Email Pablo: pabloko@msn.com , telling him the type, the colour combo you want and your mailing address. He will make the strap and send you a photo of it when ready, to approve it. He will mail you the strap – good news, soon it will be in your hands.

You can pay through pay-pal or bank transfer.

Facebook: https://www.facebook.com/HyperionCameraStraps/?fref=ts

ebay: http://www.ebay.co.uk/itm/HYPERION-Handmade-Neck-and-Wrist-Camera-Straps-/272404353338

Photographs: Fujifilm X100T Black – One light bulb, handheld. Classic Chrome film simulation, RAW and Adobe ACR, Photoshop to taste.