Hyde Park, London

MGR18

Winter Wonderland – outras paragens, uma feira muito mais jovem que a nossa Feira de São Mateus. Apenas com 10 anos de idade, esta feira de diversões no coração de Londres é visitada por 2 milhões de pessoas entre 17 de Novembro e 8 de Janeiro. Pouca gente… se comparada com a Feira de São Mateus que não se realiza no coração de uma cidade com…14 milhões de habitantes (dentro do anel da M25).

Foto produzida no âmbito do ensaio “Winterland World” realizado em 2014 na cidade londrina.

Um edifício icónico

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Muitos por aqui passaram a caminho do Porto e de outras cidades – muitos aqui chegaram para visitar Viseu, para estudar, para trabalhar. Para os viseenses é um dos símbolos da “cidade nova” que agora pede reforma/manutenção/adaptação ao tráfego e exigências deste início de século. Sabe-se que a Câmara Municipal, irá, num determinado momento, intervir e redesenhar este canto da cidade.

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90 minutos, câmara na mão, uma lente 50mm f1.4 (apenas) depois do Sol desaparecer no horizonte. Fica o tributo a um dos mais importantes edifícios da cidade de Viseu.

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A minha filha mais velha usa a estrutura com frequência – confesso que este é um daqueles edifícios que apaixona quem tem o olhar treinado, pelas formas, suavidade da cor, pela quase submissão integral à forma, pelos materiais. Perdoem-me, desconheço o nome do arquitecto que lhe terá dado a paternidade, mas gostaria de o congratular: gosto do ar que aqui se respira, não sei bem para onde me transporta, para onde me leva a memória, mas, para mim, há aqui um certo sabor a aventura de quem desembarca numa cidade que tem muito para dar – a melhor do país para viver – de que muito me orgulho. As inscrições gravadas num dos seus recantos por enamorados viseenses, visitantes, forasteiros, acentuam-lhe o caráter, são testemunhos de vidas que se juntaram, por aqui passaram e quem sabe, aqui se perderam… de amores. Deixará saudade.

Todas as fotografias: Nikon D750, Nikkor 50mm f1.4G, handheld. ACR and Photoshop to taste.

Um retrato do Mestre

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Um retrato do Mestre – um dos melhores fotógrafos portugueses de sempre, sem margem para qualquer dúvida.

Feira de São Mateus, 2017, Viseu – na “barraquinha” do Vintage, hamburgers tradicionais que lhe dei a descobrir e que o António adorou.

Nikon D810, Nikkor AF-S 85mm f1.4G, Nikon SB900

1/125 @ f1.4, ISO 250

Amar-te é felicidade, produzido pela Chappa – Lauren Pinto

Com imenso orgulho que realizei e fui director de fotografia do video da Lauren Pinto “Amar-te é felicidade”. Magnífico, o cenário.

10 horas de recolha de imagem, 9 de edição, mais uma meia dúzia para o argumento e script. Estamos orgulhosos do que produzimos. Lauren, todos sentimos que este é o início de algo grande.

 

Flash, slow and rear sync, zoom out and pan… and no Photoshop.

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Os sistemas profissionais contemporâneos ajudam-nos de forma decisiva – será que Ansel Adams ou Robert Frank teriam tirado proveito de todas as soluções que os sistemas actuais nos oferecem? Esta fotografia, produzida no âmbito dos 625 retratos que comemoram os 625 anos da Feira de São Mateus (Viseu Marca), reúne num só frame uma série de recursos técnicos excepcionais: flash TTL com sincronização lenta e à segunda cortina, em simultâneo com dois movimentos, um de panning a acompanhar o movimento da ação e zoom out no momento do disparo – com a câmara (quase 3 quilos…) segura à mão.

Não foi executada qualquer manipulação da imagem em Photoshop. Apenas níveis, contraste, saturação e nitidez foram ajustados a partir do RAW original.

Nikon D810, Nikon AF-S NIKKOR 24-70mm F2.8G ED @ 56mm (final), Nikon SB900

1/4 s @ f5.6, ISO 80

Uma imagem solidária

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Esta foi a fotografia que doei para a iniciativa Uma imagem Solidária. Nos dias 14 e 15 de Setembro no Mira Forum no Porto mais uma iniciativa de louvar a que aderiram mais de 200 fotógrafos.

Nestas ocasiões sinto-me orgulhoso da profissão que escolhi.

A fotografia faz parte do ensaio Inferno, sobre a tragédia de Pedrogão Grande. Tem, por isso, um significado muito especial neste contexto de ajuda aos bombeiros de Castanheira de Pêra.

Manhã cedo, 16 Agosto de 2017 em Foz do Alge – fumo de incêndios próximos pintava o céu matinal sobre os montes já ardidos.

Olympus OM-D E-M1 Mark II, Olympus M Zuiko Digital 40-150 f2.8 Pro

1/640 s @ f5,6, 40mm (80mm equiv) ISO200

 

Retrato e grande angular

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Há uma hipérbole muito interessante na perspectiva grande angular. Por razões óbvias convencionou-se que não se deve usar no retrato. Não posso concordar menos, especialmente na dimensão circunstancial de um retrato, em contexto. Sem desvirtuar o sujeito e quando a conjugação dos elementos permite, a grande angular dramatiza, por vezes enfatiza, o retrato de forma única – a desproporção da relação estabelecida entre os vários elementos da imagem manipula a interpretação que poderemos fazer do sujeito.  Neste caso – num dos 625 retratos produzidos para a Viseu Marca na comemoração dos 625 anos da Feira de São Mateus – a grande angular aumenta o tamanho desproporcionado de umas botas técnicas, as maiores à venda neste expositor, um especialista em equipamento militar.

Nikon D810, Nikon AF-S NIKKOR 14-24mm f/2.8G ED @ 19mm, Nikon Speedlight SB900

1/200 @ f3,2, ISO1000

Photographer Gregory Crewdson and his eerie rooms of gloom (The Guardian)

Carefully staged, the American photographer’s film-like scenarios in Cathedral of the Pines depict pensive women in banal yet strangely uncanny scenario.

 

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The Den, from Cathedral of the Pines. Photograph: Gregory Crewdson

“One great thing about photography is that it kind of hovers between everything. It’s really easy to reach out to other mediums and have connections between things,” says Gregory Crewdson. In the American photographer’s series Cathedral of the Pines, currently on view at both the Paris and Brussels outposts of Galerie Templon, and heading to the Photographers’ Gallery in London in 2017, the evident overlap is with film: it was shot on an extensive production schedule over two summers and one winter in western Massachusetts. As with Crewdson’s previous series, such as Twilight or Beneath the Roses, his creative purview encompasses careful staging with a sizable crew, who attend to location scouting, set lighting, casting, makeup, props and storyboards.

 

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