Inferno

Depois da tragédia de Pedrogão, depois da tragédia que assolou os distritos de Viseu, Coimbra e Leiria, em que mais de cem pessoas perderam a vida chegou, sem dúvida alguma, o momento de olhar para a floresta em Portugal com olhos de ver.

Inferno estreia em Novembro, produzido pela Chappa.

Dezasseis andares

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O edifício sede da Segurança Social de Viseu, torre de 16 andares sita na Avenida Dr. António José de Almeida fica a uma escassa centena de metros da Praça da República e dos Paços do Concelho. Muitos ainda hoje acham que “destoa”, mas na realidade faz parte da paisagem urbana de Viseu desde 1983 e não não se poderia imaginar a cidade sem este símbolo. Sucessivas alterações ao projecto inicial levaram a que a obra fosse concluída mais tarde que o previsto e que a envolvente não fosse construída de acordo com o mesmo. O arquitecto autor do projecto foi Luís Amoroso Lopes (1913-1995).

Acho que vale a pena passar por lá um dia destes de câmara na mão.

625 anos, 625 retratos – Feira de São Mateus

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Algumas fotografias são mais fotografias que outras… Será? Talvez…

Foram nove dias de intenso trabalho, quase cinco mil fotografias produzidas, 625 selecionadas. Nenhuma das fotografias publicadas foi manipulada digitalmente. A energia, emoção e entrega de todos e a forma como os visitantes vibram nesta feira com mais de seis séculos de vida chega para produzir instantâneos inesquecíveis.

Fisheye frenzy!

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Voltaram a estar na moda, as velhinhas fisheye. Vulgarizadas nos anos sessenta, quem não se lembra da mais famosa de todas, a Nikon 6mm f2.8 Fisheye, a última das quais vendida por €150000,00 (não, não é erro, cento e cinquenta mil Euros) no Reino Unido. Apenas algumas foram produzidas e apenas por encomenda…

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Hoje em dia as propostas são um pouco mais em conta: a excelente Olympus 8mm f1.8 para MFT, a já velhinha mas ainda actual Nikon 16mm f2.8 (já não é produzida tanto quanto apurei), a Canon 15mm f2.8, no que a focais fixas diz respeito.

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A prova de que estão efectivamente na moda é o facto de Canon e Nikon terem apostado nos últimos anos em lentes zoom fisheye, a Nikon 8-15mm e a Canon 8-15mm (ambas muito, muito similares).

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Usadas com algum critério são belíssimas ferramentas criativas, sem dúvida. Ficam aqui algumas imagens que fui produzindo ao longo dos últimos anos com lentes fisheye diversas, em cenários muito diferentes.

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Have fun!…

Wim Wenders on his Polaroids – and why photography is now over (The Guardian)

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Wim Wenders reckons he took more than 12,000 Polaroids between 1973 and 1983, when his career as a film-maker really took off, but only 3,500 remain. “The thing is,” he says, “you gave them away. You had the person in front of you, whose picture you had just taken, and it was like they had more right to it. The Polaroids helped with making the movies, but they were not an aim in themselves. They were disposable.”

More: https://www.theguardian.com/artanddesign/2017/oct/12/wim-wenders-interview-polaroids-instant-stories-photographers-gallery#img-1

 

Inside Out

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Inside Out retrata o quotidiano dentro das nossas casas, tentando criar associações entre os elementos contidos no frame, excluindo as expressões faciais no processo. Esta abordagem tende a ser menos intrusiva, dando ao sujeito espaço suficiente para agir dentro da sua zona de conforto. O anonimato traz para primeiro plano os restantes elementos da imagem, desafiando o espectador a descodificar as conexões remanescentes, o que pode ser um exercício difícil, tanto para o fotógrafo como para o observador, o primeiro tentando transmitir uma mensagem codificada, o segundo tentando descodificá-la.

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Este é um projecto em curso; da intenção inicial para utilizar apenas uma lente de 50mm (um devaneio purista, um ponto de partida, talvez), comecei a utilizar mais recentemente uma 35 mm e uma 85mm – focais fixas. Não sei quão relevante será esta decisão e qual será o impacto nas imagens do ensaio, mas decidi que era necessária uma certa evolução na abordagem, transitando de algo extremamente bem definido para algo um pouco mais difuso.

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Mais aqui: http://www.johngallo.co.uk/inside-out.html

ISO 12800? Kodak T-Max P3200…

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ISO 12800? Que saudade dos tempos em que o Kodak T-Max P3200 era o epítome de sensibilidade elevada em fotografia (a preto e branco, que a cores nada de tão extremo existia).

O maestro do Projecto Bios, uma parceria entre o Museu do Douro e a Fundação EDP, num dos ensaios em Alfândega da Fé, que antecederam o espectáculo memorável de 7 de Outubro.

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ISO 16000? O espectáculo começa com todos os músicos dispersos pela plateia, apenas iluminados pelo LCD dos seus telemóveis.

Ruído? Algum… Mas controlado – música para ser mais objectivo.

Para os geeks da técnica, foto do maestro: Nikon D750, Sigma ART 135mm F1.8, 1/250s @ f1.8, ISO 12800, medição pontual.

Foto dos jovens músicos: Nikon D750, Nikon AF-S Nikkor 85mm f1.4G, 1/160s @ f1.4, ISO 16000, medição pontual.

Câmara segura à mão, em ambas… sem flash.

RAW’s trabalhados em ACR/Photoshop a gosto.