Carminho

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Concerto ao vivo – memorável. Ficam algumas fotografias de canções sentidas, cantadas com a alma que o fado – ainda que novo – exige.

Carminho encantou uma multidão enorme que, apesar da chuva e do frio, não arredou pé.

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Todas as fotografias com Olympus E-M1 Mark II, Olympus M.Zuiko Digital 40-150mm f2.8 PRO. ISO 1250 a 5000. ORF files ACR converted, Photoshop to taste.

Todas as fotografias © Município de Alfândega da Fé (Turismo de Portugal)

 

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16000 ISO e 1/60s a 300mm: E-M1 Mark II. Ruído?

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Insisto, insisto, insisto: a performance da E-M1 Mark II a ISO elevado é extraordinária. Esta fotografia, de um dos elementos da Crew da Carminho, é bem prova daquilo que tenho vindo a afirmar. Não só evidencia a performance e ausência de ruído da Olympus, bem como demonstra a eficiência do estabilizador da câmara: 300mm a 1/60s…?

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A fotografia da Carminho em cima foi tirada a 16000 ISO, bem como as duas seguintes.

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Notar que também a gama dinâmica é extraordinária; como sabemos à medida que o valor ISO aumenta a gama dinâmica reduz-se, passando de 13 ou 14 EV para sete ou oito, apenas. O processador True PIC VIII brilha, não deixando a imagem “empastelada”, sem detalhe, mas reduzindo de forma consistente o ruído gerado pelo sensor a ISO elevado.

Todas as fotografias © Município de Alfândega da Fé (Turismo de Portugal). RAW files (ORF) ACR converted, Photoshop to taste.

 

Será que o Verão vai chegar?

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No campo tosquiam-se as ovelhas, preparam-se os animais para o calor que se adivinha. Está frouxa esta Primavera, tímida, com altos e baixos, cheia de pólens que nos enchem de rinites, “coceira” que não nos dá descanso.

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Neste país encantado há recantos em que o tempo parece ter parado – pastores tosquiando ovelhas, algumas negras, com a calma de quem nunca teve pressa para ir a lugar algum.

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Em Gouveia, concelho de Alfândega da Fé – no coração de Trás-os-Montes – este bucolismo enfeitiçou-me. Dizem os mais velhos que este país era muito pobre – nem vale a pena duvidar da sua palavra – mas há momentos do passado que, no presente, nos enchem de saudosismo.

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De tesoura em punho se desfaz um casaco, para fazer outro, aliviam-se as ovelhas antes do Verão para que o seu calor nos abrace em pleno Inverno.

Todas as imagens © Município de Alfândega da Fé (Turismo de Portugal). John Gallo/Chappa – Olympus OM-D E-M1 Mark II, Olympus M.Zuiko Digital 25mm f1.2 PRO e 40-150 f2.8 PRO

Olympus OM-D E-M1 Mark II – Performance excepcional a ISO elevado

Um dos mitos mais frequentes com que me tenho deparado desde que me tornei utilizador Olympus é a alegada performance da OM-D E-M1 Mark II em ISO elevado. Diz-se, lê-se, que este é o Calcanhar de Aquiles do sistema. Nada como testar, em situações reais de trabalho, quais os resultados que o sistema produz quando selecionamos um valor ISO elevado. Os exemplos publicados abrangem o espectro entre os 2500 e os 20000 ISO. O link no final do texto permite efectuar o download de 10 fotografias originais – de que foram extraídos os JPEG publicados – em formato TIFF, 350 dpi/16 bits (120MB/ficheiro).

Disponibiliza-se, igualmente, o ficheiro de configuração de todas as Mark II que utilizamos na Chappa (utilizado nas fotografias que ilustram este texto).

1 . M.Zuiko PRO 45mm f1.2, 1/320 @ f1.6 ISO 3200_3090061-copiar

Para muitos utilizadores de sistemas diversos ISO 3200 já é um valor “muito elevado”. Eu consideraria 3200 um valor médio, talvez médio-alto para os padrões actuais.

2. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/320 @ f2.5 ISO 10000_3100778-copiar

ISO 10000 é um valor elevado e muitos fotógrafos receiam não ser possível utilizar uma imagem produzida a 10000 ISO. Perfeitamente utilizável, conforme se observa.

3. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/1600 @ f2.5 ISO 20000_3090338-copiar

Grão visível, mas numa situação em que não haverá opção, uma imagem realizada a ISO 20000 é ainda utilizável (sem grandes ambições relativamente ao tamanho final se o meio a utilizar for impressão em papel). Há detalhe no cabelo da cantora, bem como noutras partes da imagem (em foco) e embora a gama dinâmica tenha diminuído consideravelmente, ainda é suficientemente extensa para garantir a reprodução da cena com tons agradáveis e muito realistas.

4. M.Zuiko PRO 300mm f4, 1/3200 @ f4 ISO 6400_3110680-copiar

Focal muito longa (600mm equivalente 35mm), movimentos aleatórios e muito rápidos do actor (Virgílio Castelo) obrigam a velocidade de obturação muito elevada para congelar movimento – a ISO 6400 imagem perfeitamente utilizável, com grão “controlado”, que não distrai, não estraga nem compromete.

5. M.Zuiko PRO 300mm f4, 1/160 @ f5 ISO 8000_3110560-copiar

A ISO 8000 os resultados continuam de elevado nível: pouca luz no set, distância focal muito longa, há movimento nas mãos do actor… Velocidade de obturação muito abaixo da lei da reciprocidade – excelente o trabalho do IBIS da Olympus, combinado com a estabilização de imagem da objectiva.

6. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/250 @ f4 ISO 16000_3090335-copiar

A ISO 16000, a Mark II consegue manter gama dinâmica suficiente para reproduzir a cena com verosimilhança e tons muito agradáveis. Ruído visível, mas aceitável para este ISO. Imagem perfeitamente utilizável.

7. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/50 @ f1.8 ISO 8000_3090178-copiar

Um dos problemas mais comuns de muitos sistemas é a falta de detalhe nas imagens registadas com ISO elevado. A redução de ruído produzida pelo processador da câmara acaba por tornar a imagem algo “empastelada”, levando ao desaparecimento de finos detalhes na imagem. A ISO 8000, 1/50 @ f1.8 (abertura máxima desta lente), nada se perdeu. Reparem nos finos pêlos da mão do fotógrafo, fielmente reproduzidos, já fora do centro da lente, numa zona do frame em que objectivas de custo muito superior teriam imensa dificuldade em reproduzir tanto detalhe. Esta imagem demonstra igualmente a vantagem do IBIS – absolutamente indispensável – bem como a precisão de foco do sistema híbrido da Mark II. Ruído?

8. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/1600 @ f2.2 ISO 10000_3100795-copiar

Mais um exemplo notável a ISO 10000. O processador da Mark II consegue eliminar boa parte do ruído preservando detalhe na imagem. A gama dinâmica não permite ir buscar detalhe às mãos do músico, mas este é um trade-off aceitável quando precisamos de “esticar” o ISO. A f2.2 estamos ainda longe da resolução e recorte possíveis de atingir com esta objectiva da gama Premium da Olympus.

9. M.Zuiko PRO 300mm f4, 1/400 @ f4 ISO 2500_3110343-copiar

A ISO 2500 a fotografia produzida pela Mark II é limpa – com detalhe soberbo, ampla gama dinâmica, ainda que as condições de iluminação não sejam as ideais (para fotografia). Precisão de foco e IBIS sem mácula, objectiva a plena abertura.

10. M.Zuiko Premium 12mm f2.0, 1/160 @ f2.5 ISO 4000_3090561-copiar

Mesmo em planos abertos, com grande angular (esta lente 12mm f2.0 pesa 130 gramas), a ISO 4000 a imagem final tem excelente recorte (f2.5), pouco ruído, boa gama dinâmica.

11. M.Zuiko PRO 45mm f1.2, 1/150 @ f2.8 ISO 5000_3090468-copiar

ISO 5000, excelentes resultados. Completamente utilizável.

Todas as imagens ©Chappa/John Gallo e ©Município de Alfândega da Fé (peça de Teatro “O Último dia de Um Condenado, com Virgílio Castelo).

Todas as fotografias com Olympus OM-D E-M1 Mark II, firmware 2.1

Ficheiros RAW (ORF) convertidos em ACR (nitidez, correção de exposição, correção de brancos e negros), Photoshop “a gosto” (níveis, brilho/contraste, equilíbrio de cores).

Link para download ficheiros TIFF:https://1drv.ms/f/s!AmnTXdi-o89xyB46R7QLhhZKXQcW

Link configuração Olympus OM-D E-M1 Mark II, firmware 2.1: https://1drv.ms/f/s!AmnTXdi-o89xyCnWKYbehrzcRV7g

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Último Dia de um Condenado à Morte

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Estreou a 7 de Dezembro no Teatro Armando Cortez, em Lisboa. Paulo Sousa Costa é o encenador de um monólogo de Victor Hugo escrito em 1829, O Último Dia de um Condenado à Morte, obra à época criticada por ser deprimente e na qual o autor elogiou Portugal por ter sido o primeiro país a abolir a pena capital (há 150 anos, em 1867).

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O palco – convertido em corredor da morte – relata os tormentos na jornada (da condenação à execução da sentença) enquanto levanta questões éticas, criticando a sociedade do século XIX.

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Em Alfândega da Fé, a primeira representação fora de Lisboa pela mão da Yellow Star Company, aconteceu no dia 11 de Março.

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É um monólogo absolutamente contagiante, em que Virgílio Castelo nos coloca na pele de um condenado à morte, cujo estado de espírito reflecte o seu previsível destino, a esperança que morre com o personagem, o desespero de um fim anunciado.

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Fica o testemunho, 70 minutos muito intensos a que Virgílio Castelo empresta tudo o que tem, o que resulta numa interpretação deveras brilhante. Vão ver.

 

Todas as fotografias © Município de Alfândega da Fé.

Olympus OM-D E-M1 Mark II; M.Zuiko Pro 40-150mm f2.8, M; M.Zuiko Pro 300mm f4; M.Zuiko Pro 45mm f1.2, M.Zuiko Premium 75mm f1.8

Flamenco

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Tem tanto de energia pura como de alma – o flamenco traduz a essência do povo espanhol tão bem como o fado traduz a nossa. Estes momentos, captados num espectáculo memorável em Alfândega da Fé, testemunham isso mesmo.

Palavras para quê?

 

Todas as fotografias ©Município de Alfândega da Fé

L’Avalot – Teatro de Rua – AF, gama dinâmica e baixo ruído a ISO elevado.

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Há circunstâncias extraordinariamente difíceis para equipamento e fotógrafo. Quando se é amador (perdoem-me o abuso, nada tem que ver com o mérito de cada um) e “corre mal”, perdem-se imagens que tanto gostaríamos de ter registado com sucesso. Quem da fotografia faz profissão não pode falhar – o trabalho tem que ser entregue, com toda a qualidade exigível, no prazo acordado.

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Uma das tarefas mais difíceis com que me deparei foi o registo da prestação da companhia de teatro L’Avalot (Barcelona), teatro de rua, itinerante, com grandes efeitos pirotécnicos… à noite. Muito pouca luz (ISO elevado), movimentos erráticos (AF), enormes diferenças entre luz e sombra (gama dinâmica), composição difícil (público a correr para acompanhar o “desfile” pelas ruas, de telemóvel em punho), “maquinetas” e actores sempre a correr de forma imprevisível. O pesadelo perfeito.

São estes desafios que fazem, bastas vezes, a diferença entre o amador e/ou o fotógrafo menos treinado e (desculpem a imodéstia) o “seasoned photographer”. O conjunto de imagens produzido (publica-se pequena amostra) atesta igualmente o “state-of-the-art” da OM-D E-M1 Mark II da Olympus, quer ao nível do AF, quer da gama dinâmica, quer do baixo ruído a ISO elevado.

Todas as imagens: Olympus OM-D E-M1 Mark II, objectivas M. Zuiko Digital 12mm f2.0, 75mm f1.8, 40-150mm f2.8 PRO (ISO entre 1600 e 3200). Todas as fotografias em modo AF-C ou AF-TR.

ACR, Photoshop to taste. Sem manipulação digital.