O regresso do Shortcutz Viseu

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Foi a edição #95, de volta ao Museu Nacional Grão Vasco, agora com o apoio do Município de Viseu. O Luís Belo e o Carlos Salvador estão de parabéns, casa cheia – a abarrotar – na sessão de regresso. Tiago Fernandes Alves foi o convidado especial desta edição.

Ficam as fotos.

Todas as fotografias Olympus OM-D E-M1 Mark II, M.Zuiko Pro 17mm f1.2 e 45mm f1.2, ISO 1000 a 10000.

Olympus OM-D E-M1 Mark II – Performance excepcional a ISO elevado

Um dos mitos mais frequentes com que me tenho deparado desde que me tornei utilizador Olympus é a alegada performance da OM-D E-M1 Mark II em ISO elevado. Diz-se, lê-se, que este é o Calcanhar de Aquiles do sistema. Nada como testar, em situações reais de trabalho, quais os resultados que o sistema produz quando selecionamos um valor ISO elevado. Os exemplos publicados abrangem o espectro entre os 2500 e os 20000 ISO. O link no final do texto permite efectuar o download de 10 fotografias originais – de que foram extraídos os JPEG publicados – em formato TIFF, 350 dpi/16 bits (120MB/ficheiro).

Disponibiliza-se, igualmente, o ficheiro de configuração de todas as Mark II que utilizamos na Chappa (utilizado nas fotografias que ilustram este texto).

1 . M.Zuiko PRO 45mm f1.2, 1/320 @ f1.6 ISO 3200_3090061-copiar

Para muitos utilizadores de sistemas diversos ISO 3200 já é um valor “muito elevado”. Eu consideraria 3200 um valor médio, talvez médio-alto para os padrões actuais.

2. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/320 @ f2.5 ISO 10000_3100778-copiar

ISO 10000 é um valor elevado e muitos fotógrafos receiam não ser possível utilizar uma imagem produzida a 10000 ISO. Perfeitamente utilizável, conforme se observa.

3. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/1600 @ f2.5 ISO 20000_3090338-copiar

Grão visível, mas numa situação em que não haverá opção, uma imagem realizada a ISO 20000 é ainda utilizável (sem grandes ambições relativamente ao tamanho final se o meio a utilizar for impressão em papel). Há detalhe no cabelo da cantora, bem como noutras partes da imagem (em foco) e embora a gama dinâmica tenha diminuído consideravelmente, ainda é suficientemente extensa para garantir a reprodução da cena com tons agradáveis e muito realistas.

4. M.Zuiko PRO 300mm f4, 1/3200 @ f4 ISO 6400_3110680-copiar

Focal muito longa (600mm equivalente 35mm), movimentos aleatórios e muito rápidos do actor (Virgílio Castelo) obrigam a velocidade de obturação muito elevada para congelar movimento – a ISO 6400 imagem perfeitamente utilizável, com grão “controlado”, que não distrai, não estraga nem compromete.

5. M.Zuiko PRO 300mm f4, 1/160 @ f5 ISO 8000_3110560-copiar

A ISO 8000 os resultados continuam de elevado nível: pouca luz no set, distância focal muito longa, há movimento nas mãos do actor… Velocidade de obturação muito abaixo da lei da reciprocidade – excelente o trabalho do IBIS da Olympus, combinado com a estabilização de imagem da objectiva.

6. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/250 @ f4 ISO 16000_3090335-copiar

A ISO 16000, a Mark II consegue manter gama dinâmica suficiente para reproduzir a cena com verosimilhança e tons muito agradáveis. Ruído visível, mas aceitável para este ISO. Imagem perfeitamente utilizável.

7. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/50 @ f1.8 ISO 8000_3090178-copiar

Um dos problemas mais comuns de muitos sistemas é a falta de detalhe nas imagens registadas com ISO elevado. A redução de ruído produzida pelo processador da câmara acaba por tornar a imagem algo “empastelada”, levando ao desaparecimento de finos detalhes na imagem. A ISO 8000, 1/50 @ f1.8 (abertura máxima desta lente), nada se perdeu. Reparem nos finos pêlos da mão do fotógrafo, fielmente reproduzidos, já fora do centro da lente, numa zona do frame em que objectivas de custo muito superior teriam imensa dificuldade em reproduzir tanto detalhe. Esta imagem demonstra igualmente a vantagem do IBIS – absolutamente indispensável – bem como a precisão de foco do sistema híbrido da Mark II. Ruído?

8. M.Zuiko Premium 75mm f1.8, 1/1600 @ f2.2 ISO 10000_3100795-copiar

Mais um exemplo notável a ISO 10000. O processador da Mark II consegue eliminar boa parte do ruído preservando detalhe na imagem. A gama dinâmica não permite ir buscar detalhe às mãos do músico, mas este é um trade-off aceitável quando precisamos de “esticar” o ISO. A f2.2 estamos ainda longe da resolução e recorte possíveis de atingir com esta objectiva da gama Premium da Olympus.

9. M.Zuiko PRO 300mm f4, 1/400 @ f4 ISO 2500_3110343-copiar

A ISO 2500 a fotografia produzida pela Mark II é limpa – com detalhe soberbo, ampla gama dinâmica, ainda que as condições de iluminação não sejam as ideais (para fotografia). Precisão de foco e IBIS sem mácula, objectiva a plena abertura.

10. M.Zuiko Premium 12mm f2.0, 1/160 @ f2.5 ISO 4000_3090561-copiar

Mesmo em planos abertos, com grande angular (esta lente 12mm f2.0 pesa 130 gramas), a ISO 4000 a imagem final tem excelente recorte (f2.5), pouco ruído, boa gama dinâmica.

11. M.Zuiko PRO 45mm f1.2, 1/150 @ f2.8 ISO 5000_3090468-copiar

ISO 5000, excelentes resultados. Completamente utilizável.

Todas as imagens ©Chappa/John Gallo e ©Município de Alfândega da Fé (peça de Teatro “O Último dia de Um Condenado, com Virgílio Castelo).

Todas as fotografias com Olympus OM-D E-M1 Mark II, firmware 2.1

Ficheiros RAW (ORF) convertidos em ACR (nitidez, correção de exposição, correção de brancos e negros), Photoshop “a gosto” (níveis, brilho/contraste, equilíbrio de cores).

Link para download ficheiros TIFF:https://1drv.ms/f/s!AmnTXdi-o89xyB46R7QLhhZKXQcW

Link configuração Olympus OM-D E-M1 Mark II, firmware 2.1: https://1drv.ms/f/s!AmnTXdi-o89xyCnWKYbehrzcRV7g

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na véspera da “Rua do Carmo vem ao Carmo”

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Depois da montagem, um copo, dois dedos de conversa e umas quantas fotografias do espaço mais icónico de Viseu, o Carmo 81.

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É aqui que hoje pelas 1730H se inaugura a exposição “A Rua do Carmo vem ao Carmo”: oito retratos de dez vizinhos do Carmo 81, habitantes carismáticos da Rua do Carmo – alguns a viver nesta rua de Viseu há mais de 60 anos. Ao lado dos retratos que produzi (ou será ao contrário?), exibem-se as obras de L Filipe dos Santos, retratos pintados dos mesmos cidadãos, alguns dos quais inspirados em fotografias de um tempo ido.

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Fujifilm Festival Internacional de Fotografia de Viseu

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It is about time to say something about Fujifilm FIF Viseu – after all I have the responsibility to manage the Festival, trying to provide some guidance to a very small team of extremely talented persons: Ana, Guida, Luís you’re one of kind and this Festival will happen because you are gifted – it is my honour to be on your side, competence is not in short supply amongst you.

But how did this start? An idea ? Well, certainly an idea but a challenging although “natural” idea – to put together in the same title the Fujifilm brand and Viseu, a brand and a city, the best city to live in Portugal, the biggest city of the so called “interior” of Portugal. Fujifilm? Quite probably the most active and prolific brand of the moment within the medium – I’ve been using X Series gear since 2011, I have a strong connection with the brand, supported by the extremely professional relationship I have with João from Fujifilm Portugal, another stronghold for competence. João is passionate about people, about driving them to succeed, cherishing everyone around him. What I realised was simple after all, by putting together two references in the same sentence I was creating a new brand and excellence became paramount. The hardest part  – I thought – was to get Viseu Municipality involved and persuade Fujifilm to be the naming sponsor.

I was wrong. Through Viseu Terceiro Chappa presented a solid, trustworthy and compelling project to the Municipality and Fujifilm FIF Viseu was given 90 points out of 100. By then, Chappa and Fujifilm had already agreed in the form factor for the Festival and there was a clear idea on how to make it work for everyone: Chappa, Fujifilm, Viseu, Portugal, the artists, local, nationwide and international audience. Viseu Municipality has to be praised here: they have a plan, a vision for the city. The Mayor and everybody else one can come across from Viseu’s city management have the same attitude, engaged with their city, supportive of people that engage as well and have the will, the strength and the talent to add value to Viseu’s brand.

From Amílcar and Luís at Publico/P3 we received the same support, the same enthusiasm one must have from major partners – well before Fujifilm FIF Viseu was a reality Amílcar already had given a great thumbs up to the project.

We are still a couple of months away, but the program is closed, the venues are almost decided, everything within budget. Hopefully we will deliver a great Festival to the city, to the country.

There is one final challenge though – photographers from around the country must come to Viseu enjoying the opportunity to be part of this celebration, the celebration of magnificent photographic work on show, at proper venues, printed in large format, high-quality media. Workshops, masterclasses, one Instameet and a photographic marathon – amongst many other events – will give everyone a good reason to come to Viseu.

Our meetings have been highly enjoyable, we look at the challenges we face, smile and think how can we overcome them, how can we deliver as we know we must.

Feet to the ground though: nothing happen yet, everything is still ahead of us. Hard work, humbleness and dedication will help, no doubt.

See you around.