Perigosa e velocíssima gincana

Um dos momentos mais perigosos que vivi na Feira de São Mateus no ano passado foi este: motocicletas de gás aberto, numa perícia disputada completamente no limite por pilotos brutalmente dotados. Coloquei a minha vida e a vida dos participantes em risco para conseguir estas imagens, mas acho que valeu a pena. Como podem observar nestas fotografias a estonteante velocidade a que a prova foi disputada não deixou ninguém indiferente.

Este ano a mãe de todas as feiras regressa dia 8 de Agosto.

Todas as fotografias © Viseu Marca/Chappa

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Porto.

Foi nestas ruas que me fiz fotógrafo, no início da década de noventa. Quase por aqui não passava gente num domingo – alguns velhotes, muito poucos turistas, os velhos edifícios da baixa gemiam num estertor de morte, fétida, anunciada. Não fotografava nas ruas do Porto há vinte anos – sim, ainda há muito por fazer, mas esta não é a mesma cidade que me ajudou a desenvolver um amor incondicional pela minha profissão. O Porto ferve. Porto, numa pacata tarde de domingo, em 2019. Porto.

No Surrender – Celebrating New Year!

_1011367-copiarFrom 2018 to 2019 – people having fun at Município de Viseu, Portugal.

_1011262-copiarIt was cold, but the party went on and on and on… Very special (micro) essay focused on one of the most iconic nights of the year.

_1011815.jpgThis will be part of my “No Surrender” series about Viseu – ongoing now for three years… Paying a tribute to the 40000 souls that celebrated New Year at Campo de Viriato.

Olympus superb IBIS becomes part of the creative process @ Feira de São Mateus in Viseu

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Great IBIS can be part of the creative process – this was I decided to do @ Feira de São Mateus in Viseu, Portugal this summer. Taking pictures at extremely slow shutter speeds (1/5 sec, 17mm, f16 photo above) handheld is by no means an easy task.

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When you push Olympus IBIS to the limits, its when you get astonished by it. The photograph above was made with a shutter speed of… 5 seconds – yes 5 seconds, handheld, 25mm f1.2 M. Zuiko PRO Lens @ f16, ISO 200.

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With the same lens, set @f4, this an exposure of 1/8 seconds. Notice how tack sharp everything not moving is.

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Half a second, f9, ISO 64, 7-14mm f2.8 M.Zuiko PRO Lens – handheld… The fact that you do not have to use a tripod gives you an enormous flexibility on the field – easier to choose the angle, much easier to compose the image as you wish, you blend seamlessly with the crowd and you carry much less weight – avoiding the nuisance of having to carry a cumbersome tripod has no disadvantage whatsoever.

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All images Olympus OM-D E-M1 MarkII, firmware version 2.2. M.Zuiko PRO Lenses, ISO 64 and 200.

John Gallo is Olympus Senior Advisor and Professional Trainer

ACR and Adobe Photoshop CC to taste

© Feira de São Mateus/Viseu Marca/Chappa

 

 

Olympus HI-RES mode @ Feira de São Mateus in Viseu, Portugal

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One of the best features Olympus E-M1 Mark II has is its HI-RES Mode. The camera can produce up to 80MB RAW images with stunning detail, extremely high dynamic range and superb color rendition.

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This clever feature provides professional and amateur photographers with the ability to produce stills that rival the best medium format cameras available today – in a perfect slim, light, fast, durable and fashionable body.

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These images were produced at Feira de São Mateus in Viseu, Portugal – this is the oldest fair in the whole of the Iberian Peninsula, a real pearl shining now for 626 years (yes, in 2019 the fair celebrates edition 627)

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These are hi-res jpegs (far, far, from the detail, resolution and depth the originals have, but still I challenge you all to have a good look at every single one of these photographs… This is absolutely stunning stuff.

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All images © Feira de São Mateus/Viseu Marca/Chappa

Photographer: John Gallo, Summer 2018

Olympus OM-D E-M1 Mark II, M.Zuiko Digital PRO Lenses, ISO 64 to 200, Manfrotto Tripod, several seconds exposures.

Adobe Photoshop to taste

 

De PEN-F a Barcelona

_5312153-copiar.jpgFeriado em Portugal, dia de trabalho em Espanha. Reunião de consultores do Olympus Professional Program na sede ibérica da marca, em Barcelona.

_5302034-copiarPorque o voo era de madrugada, jantar na Taberna do Xisto em Santa Maria da Feira, dos meus amigos Fernando e Ana Paula – delicioso com sempre… Esta malta sabe como confeccionar iguarias à séria._5312068-copiarPelas cinco e meia da manhã filas intermináveis no Aeroporto Francisco Sá Carneiro… Este já não é um país só para velhos!

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_5312102-copiarTítulo muito curioso nesta notícia, sobretudo para quem vai viajar de avião. E eu não sou nada supersticioso.

_5312107-copiarPEN-F com lente M Zuiko Digital 17mm f1.8 – lente kit que é vendida em conjunto com a câmara. Modo selfie das Olympus é um mimo.

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_5312130-copiarPartiu-se pedra, de muita coisa se falou (meus amigos, de nada posso falar), almoçou-se in situ e pela tarde dentro continuámos.

_5312156-copiarBarcelona e os seus icónicos edifícios….

_5312190-copiarMenos bem instalado, já se sabe, mas a vontade de regressar já era alguma… There’s nothing like home…

_5312193-copiarBoarding flight FR4545…

_5312196-copiarDe volta a casa… Porto, Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

_5312216-copiarMais uma hora e pouco e estaria sentado à frente de uma das melhores omeletes de camarão de que há memória, no Casablanca, em Viseu.

_5312222-copiarConfort food – I’m happier now…. Hmmmm….

Todas as fotografias Olympus PEN-F black, Olympus M Zuiko Digital 17mm f1.8 – ISO 200 a 3200. ACR and Photoshop to taste.

 

O nosso Empire State…

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O nosso “Empire State”… Este pequeno ensaio à volta da torre de 16 andares da Segurança Social de Viseu teve como inspiração um ensaio de Joel Meyerowitz datado de 1978 e cujo tema central é o Empire State Building em Nova Iorque.

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O edifício da Segurança Social de Viseu é um dos ícones da cidade para alguns – faz parte integrante da sua história recente, “mamarracho” logo lixo para outros. Relativamente a este edifício as opiniões apontam sempre em direcções diferentes, é preto ou branco, nunca cinzento. Omnipresente, não deixa ninguém indiferente, nem os Viseenses, nem quem os visita. É, por isso mesmo, um marco irresistível para um ensaio fotográfico.

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Em Viseu, a torre da Segurança Social encontrou o seu espaço numa avenida larga, rasgada a partir do Rossio, que desenvolveria a cidade para norte. Nesta avenida instalaram-se a central de camionagem, bancos, escritórios, instituições, edifícios de habitação, como em qualquer avenida moderna de qualquer cidade.

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A torre de Viseu constituiu-se, assim, como edifício de referência da cidade nova (na sequência do projecto, não realizado, de Fernando Távora para Aveiro, ainda dos anos 50), símbolo da providência do Estado e albergando uma função tão nobre e significativa como a da Sé Episcopal – embora haja políticos da esquerda local que não pensem o mesmo, preferindo “empurrar” a Segurança Social para a periferia…

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“A sede da Caixa de Previdência de Viseu (…) desejava afirmar de modo intencional um contraponto contemporâneo à zona antiga da cidade, tomando como referência (…) modelos internacionais, cosmopolitas, carregados de valores de modernidade, de progresso.

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O Estado assumia assim a sua representação com uma linguagem do presente e uma monumentalidade de novo tipo. (…) Que o arquitecto autor deste projecto (Luís Amoroso Lopes, 1913-1995) tenha sido também o principal responsável pelos trabalhos de recuperação do centro histórico de Viseu pode constituir, à primeira vista, um paradoxo desconcertante.

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No entanto, as marcas de uma sólida cultura arquitectónica e urbana, do conhecimento e respeito pela história, de uma sensibilidade segura, estão aí bem evidentes. No compromisso que se procurava estabelecer entre as tipologias do Movimento Moderno e os espaços urbanos tradicionais – a rua, a praça, o quarteirão.

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No sereno classicismo do volume puro da torre, de geometria rigorosa e estrita, sabiamente acentuado nos seus momentos essenciais: nos dois pisos inferiores, recuados para acentuar a aparente leveza do volume que neles se apoia; no topo, onde a laje de coroamento, marcando uma sombra profunda, parece flutuar sobre o último piso”. (Martins, João Paulo, in Pereira, Nuno Teotónio, et al, “As Sedes dos Serviços Regionais”, Secretaria de Estado da Segurança Social, Lisboa, 1997).

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Em Viseu, definitivamente, a polémica não se percebe:- a torre não está no centro histórico;- a torre é um dos bons exemplos da arquitectura contemporânea da cidade;- a torre situa-se por entre edifícios claramente desqualificados (esses, sim, “grandes aberrações”…) como quase toda a arquitectura recente de Viseu – as fotografias da área urbana envolvente, nos artigos anteriores do PÚBLICO são disso elucidativas;- a torre funciona, tem vida e é necessária;- a torre está enraizada e é uma referência.

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O mais sensato seria, sem dúvida, propor a conclusão do projecto, nunca finalizado, para o espaço envolvente da torre, pelo menos nos seus princípios fundamentais e com um programa cívico actualizado – um quarteirão de forma triangular, edificado ao longo do seu perímetro (que incluía um cinema e um teatro), mas simultaneamente permeável e percorrível em todos os sentidos, através de uma praça interior, utilizável como espaço público.

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As propostas em cima da mesa, de implosão e, ainda mais ridícula, de redução de vários andares não deveriam passar de comentários de café – o que é sintomático do “grau zero” da discussão arquitectónica e urbana que tem acompanhado o desenvolvimento ( ?) recente das cidades médias portuguesas. (1)

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(1) Texto integralmente reproduzido do Jornal Público, RUI LOBO E GONÇALO CANTO MONIZ, Fevereiro de 2001 (https://www.publico.pt/2001/02/26/jornal/a-torre-da-seguranca-social-em-viseu-155136)

 

Todas as fotografias Olympus OM-D E-M1 Mark II, objectivas M.Zuiko PRO 7-14mm f2.8, 17mm F1.2, 25mm f1.2, 45mm f1.2 e 75mm F1.8 Premium e Olympus PEN-F,  objectivas 17, 25 e 45mm f1.8 Premium. ACR e Photoshop to taste.

Joel Meyerowitz “Empire State”: https://www.joelmeyerowitz.com/empire-state/

John Gallo “No Surrender”: http://www.johngallo.co.uk/no-surrender.html