De PEN-F a Barcelona

_5312153-copiar.jpgFeriado em Portugal, dia de trabalho em Espanha. Reunião de consultores do Olympus Professional Program na sede ibérica da marca, em Barcelona.

_5302034-copiarPorque o voo era de madrugada, jantar na Taberna do Xisto em Santa Maria da Feira, dos meus amigos Fernando e Ana Paula – delicioso com sempre… Esta malta sabe como confeccionar iguarias à séria._5312068-copiarPelas cinco e meia da manhã filas intermináveis no Aeroporto Francisco Sá Carneiro… Este já não é um país só para velhos!

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_5312102-copiarTítulo muito curioso nesta notícia, sobretudo para quem vai viajar de avião. E eu não sou nada supersticioso.

_5312107-copiarPEN-F com lente M Zuiko Digital 17mm f1.8 – lente kit que é vendida em conjunto com a câmara. Modo selfie das Olympus é um mimo.

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_5312130-copiarPartiu-se pedra, de muita coisa se falou (meus amigos, de nada posso falar), almoçou-se in situ e pela tarde dentro continuámos.

_5312156-copiarBarcelona e os seus icónicos edifícios….

_5312190-copiarMenos bem instalado, já se sabe, mas a vontade de regressar já era alguma… There’s nothing like home…

_5312193-copiarBoarding flight FR4545…

_5312196-copiarDe volta a casa… Porto, Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

_5312216-copiarMais uma hora e pouco e estaria sentado à frente de uma das melhores omeletes de camarão de que há memória, no Casablanca, em Viseu.

_5312222-copiarConfort food – I’m happier now…. Hmmmm….

Todas as fotografias Olympus PEN-F black, Olympus M Zuiko Digital 17mm f1.8 – ISO 200 a 3200. ACR and Photoshop to taste.

 

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O nosso Empire State…

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O nosso “Empire State”… Este pequeno ensaio à volta da torre de 16 andares da Segurança Social de Viseu teve como inspiração um ensaio de Joel Meyerowitz datado de 1978 e cujo tema central é o Empire State Building em Nova Iorque.

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O edifício da Segurança Social de Viseu é um dos ícones da cidade para alguns – faz parte integrante da sua história recente, “mamarracho” logo lixo para outros. Relativamente a este edifício as opiniões apontam sempre em direcções diferentes, é preto ou branco, nunca cinzento. Omnipresente, não deixa ninguém indiferente, nem os Viseenses, nem quem os visita. É, por isso mesmo, um marco irresistível para um ensaio fotográfico.

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Em Viseu, a torre da Segurança Social encontrou o seu espaço numa avenida larga, rasgada a partir do Rossio, que desenvolveria a cidade para norte. Nesta avenida instalaram-se a central de camionagem, bancos, escritórios, instituições, edifícios de habitação, como em qualquer avenida moderna de qualquer cidade.

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A torre de Viseu constituiu-se, assim, como edifício de referência da cidade nova (na sequência do projecto, não realizado, de Fernando Távora para Aveiro, ainda dos anos 50), símbolo da providência do Estado e albergando uma função tão nobre e significativa como a da Sé Episcopal – embora haja políticos da esquerda local que não pensem o mesmo, preferindo “empurrar” a Segurança Social para a periferia…

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“A sede da Caixa de Previdência de Viseu (…) desejava afirmar de modo intencional um contraponto contemporâneo à zona antiga da cidade, tomando como referência (…) modelos internacionais, cosmopolitas, carregados de valores de modernidade, de progresso.

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O Estado assumia assim a sua representação com uma linguagem do presente e uma monumentalidade de novo tipo. (…) Que o arquitecto autor deste projecto (Luís Amoroso Lopes, 1913-1995) tenha sido também o principal responsável pelos trabalhos de recuperação do centro histórico de Viseu pode constituir, à primeira vista, um paradoxo desconcertante.

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No entanto, as marcas de uma sólida cultura arquitectónica e urbana, do conhecimento e respeito pela história, de uma sensibilidade segura, estão aí bem evidentes. No compromisso que se procurava estabelecer entre as tipologias do Movimento Moderno e os espaços urbanos tradicionais – a rua, a praça, o quarteirão.

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No sereno classicismo do volume puro da torre, de geometria rigorosa e estrita, sabiamente acentuado nos seus momentos essenciais: nos dois pisos inferiores, recuados para acentuar a aparente leveza do volume que neles se apoia; no topo, onde a laje de coroamento, marcando uma sombra profunda, parece flutuar sobre o último piso”. (Martins, João Paulo, in Pereira, Nuno Teotónio, et al, “As Sedes dos Serviços Regionais”, Secretaria de Estado da Segurança Social, Lisboa, 1997).

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Em Viseu, definitivamente, a polémica não se percebe:- a torre não está no centro histórico;- a torre é um dos bons exemplos da arquitectura contemporânea da cidade;- a torre situa-se por entre edifícios claramente desqualificados (esses, sim, “grandes aberrações”…) como quase toda a arquitectura recente de Viseu – as fotografias da área urbana envolvente, nos artigos anteriores do PÚBLICO são disso elucidativas;- a torre funciona, tem vida e é necessária;- a torre está enraizada e é uma referência.

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O mais sensato seria, sem dúvida, propor a conclusão do projecto, nunca finalizado, para o espaço envolvente da torre, pelo menos nos seus princípios fundamentais e com um programa cívico actualizado – um quarteirão de forma triangular, edificado ao longo do seu perímetro (que incluía um cinema e um teatro), mas simultaneamente permeável e percorrível em todos os sentidos, através de uma praça interior, utilizável como espaço público.

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As propostas em cima da mesa, de implosão e, ainda mais ridícula, de redução de vários andares não deveriam passar de comentários de café – o que é sintomático do “grau zero” da discussão arquitectónica e urbana que tem acompanhado o desenvolvimento ( ?) recente das cidades médias portuguesas. (1)

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(1) Texto integralmente reproduzido do Jornal Público, RUI LOBO E GONÇALO CANTO MONIZ, Fevereiro de 2001 (https://www.publico.pt/2001/02/26/jornal/a-torre-da-seguranca-social-em-viseu-155136)

 

Todas as fotografias Olympus OM-D E-M1 Mark II, objectivas M.Zuiko PRO 7-14mm f2.8, 17mm F1.2, 25mm f1.2, 45mm f1.2 e 75mm F1.8 Premium e Olympus PEN-F,  objectivas 17, 25 e 45mm f1.8 Premium. ACR e Photoshop to taste.

Joel Meyerowitz “Empire State”: https://www.joelmeyerowitz.com/empire-state/

John Gallo “No Surrender”: http://www.johngallo.co.uk/no-surrender.html

 

 

 

Os Lugares do Azeite Transmontano em exposição na Feira Nacional de Agricultura 2018

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A edição deste ano da Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo tem como tema central o Olival e o Azeite. A direção da feira endereçou-me o convite para expor “Os Lugares do Azeite Transmontano” como obra ilustrativa do cultivo da azeitona, do fabrico e da cultura do azeite em Portugal. Estarão expostas 18 fotografias deste ensaio em local nobre do recinto.

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Foi com imensa honra e orgulho que aceitei o convite. Passem por lá, de 2 a 10 de Junho.

https://feiranacionalagricultura.pt

 

 

Crónicas de viagem

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Milhares de quilómetros, muitos – de norte a sul tenho percorrido o país: clientes, workshops, assignments.

Esta nova série intitulada “Crónicas de Viagem”, tenta retratar de forma simples, coerente, objectiva, os trajectos, localidades…os momentos efémeros de tantas deslocações.

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Portugal é um país absolutamente extraordinário – paisagem, gastronomia, gente, vias de comunicação, tudo sempre iluminado por uma luz que, atrevo-me, parece divina – ou é mesmo divinal…

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Vão ficando os testemunhos, vão-se empilhando ficheiros semanalmente para futura escolha. Se puderem, “vão para fora cá dentro” – ainda que seja em trabalho.

Todas as fotografias Olympus OM-D E-M1 Mark II, objectivas M.Zuiko Pro.

102000 visitantes

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102643 visitantes, de Janeiro a Dezembro no conjunto dos três sites: Chappa, O Fotográfico e John Gallo.

Em meu nome pessoal agradeço a todos aqueles que nos têm ajudado a crescer, levando um pouco mais longe a nossa visão sobre a cultura em Portugal.

Espero que em 2018 possamos continuar a contribuir de forma sólida para a afirmação, disseminação e reconhecimento dos percursos, tradições, perfis e valores da cultura do nosso país.

www.chappa.pt

www.johngallo.co.uk

www.fotograficoweb.wordpress.com

 

Feliz 2018

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Escolhi esta fotografia de um peregrino, exausto depois de cumprir a sua promessa, junto à Capela das Aparições em Fátima em pleno 13 de Maio, para ilustrar sacrifício, dedicação e fé. Não necessariamente num credo em particular, em nenhum em especial. A Humanidade precisa, desesperadamente, de uma inversão de valores. Temos que deixar de endeusar os bens materiais, de ligar sucesso a dinheiro, a riqueza material. É crítico que a acumulação absurda de riqueza em meia dúzia de mãos termine e que haja mais justiça social, menos desigualdade, maior equilíbrio, através do trabalho e da responsabilização colectiva, valorizando atitudes proactivas, fazendo pleno uso da democracia. Fé, fé na humanidade, acreditar que somos capazes de travar esta espiral de ganância que coloca em perigo a sustentabilidade do planeta. Dedicação a causas comuns, espírito de corpo.

Feliz 2018!

Fora da Caixa

Assalto Preview

“Fora da Caixa” – Campanha de sensibilização produzida para a APPACDM de Viseu

Este foi um trabalho diferente, muito diferente. Feito com o coração, sentido na alma, fundo. Esta é uma causa próxima, não podia deixar de ser solidário. Em 14 cenários reais, cidadãos com deficiência contracenam com figurantes “normais”, numa cidade imaginária (ou será no Município de Viseu?), em que a inclusão é absoluta. A ação desenrola-se entre os anos cinquenta e setenta do século passado.
Revelam-se hoje, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, 4 das 14 fotografias produzidas durante o mês de Novembro, em que inclusão foi palavra de ordem.
Nesta cidade de inclusão plena há cidadãos com deficiência em todos os sectores da economia. Alguns são até… fora-da-lei! Nos cenários de hoje deparámo-nos com um assalto a uma dependência do Banco Borges & Irmão em plena luz do dia, um competente par de mecânicos que aterafadamente reparam um Land Rover, dois motards de circunstância, e uma rigorosa e competente Presidente de Câmara.

Cafe Racer Preview

As 14 fotografias integrarão a agenda de 2018 da APPACDM (que todos poderão adquirir) bem como um calendário de mesa com base em madeira (muito, muito bonito) que todos os interssados poderão, igualmente, adquirir, ajudando desta forma a nobre instituição da cidade.

Mecânico Preview

A produção (Chappa e APPACDM de Viseu) envolveu mais de duas dezenas de pessoas e um conjunto de entidades cujo agradecimento público será comunicado muito em breve.

Presidente de Câmara Preview

Fotografia: John Gallo