Sobre as obras de arte desaparecidas, a total ignorância, incúria e estupidez dos seus "curadores" num país de francos parolos

Das 94 obras de arte que agora – ao fim de anos e anos – sabemos terem desaparecido, ninguém sabe se roubadas, perdidas, extraviadas, 63 não têm qualquer registo, nem mesmo uma fotografia.

É absolutamente intolerável que não se fotografem – de forma profissional, com a iluminação, técnica e normas adequadas e universalmente adoptadas pelos museus responsáveis – TODAS as obras de arte que integram as colecções dos museus nacionais/acervos públicos. Prática obrigatória noutros países, fácil de perceber. Em caso de roubo a fotografia é, bastas vezes, a única forma de identificar a obra. Em caso de dano a reparação só pode ser levada a cabo com sucesso se houver documentação e fotografia devidamente calibrada, com escalas de cor e de cinzentos integradas na imagem. Por último, a fotografia permite a circulação de uma imagem “autêntica” da obra, a sua adequada divulgação e claro, a manutenção de um arquivo devidamente documentado sobre cada uma das peças do acervo de uma determinada identidade.

Em Portugal tenho assistido a tudo, começando por este incumprimento criminoso por parte de quem gere os museus, negligenciando de forma absurda um dever básico, passando pela encomenda de pseudo-fotografias a fotógrafos de vão de escada que, armados com uma qualquer câmara topo de gama fazem registo sem tripé, sem iluminação adequada e sem qualquer tentativa de calibrar cor e gradações de cinza, quesitos absolutamente indispensáveis neste tipo de fotografia. Por último, não poderia faltar o fantástico iPhone a fazer este “registo”. Infelizmente o mesmo se passa com a maioria dos monumentos nacionais, estejam na alçada do poder local ou da administração central.

País de francos parolos, capazes de gastar milhares de euros numa barraca para promover qualquer coisa, ou numa campanha de comunicação para promover um destino ou um museu, ilustrada com fotografias duvidosas, em que monumentos e obras de arte são replicados de forma vergonhosa, inenarrável. Continuem, estão a prestar um belíssimo serviço à nação e a respeitar todos os artistas, arquitectos e visionários que criaram um acervo que é parte integrante da nossa identidade.

A fotografia que ilustra este texto foi produzida de acordo com as normas para o fim a que se destina. Uma das muitas que produzi… no Reino Unido. Esta para o Art Fund.

Douro, UNESCO World Heritage Site

É um privilégio conhecer e trabalhar em locais únicos no mundo. A paisagem do Douro tem tanto de imponente como de fascinante, independentemente da hora do dia ou da estação do ano.

Porto.

Foi nestas ruas que me fiz fotógrafo, no início da década de noventa. Quase por aqui não passava gente num domingo – alguns velhotes, muito poucos turistas, os velhos edifícios da baixa gemiam num estertor de morte, fétida, anunciada. Não fotografava nas ruas do Porto há vinte anos – sim, ainda há muito por fazer, mas esta não é a mesma cidade que me ajudou a desenvolver um amor incondicional pela minha profissão. O Porto ferve. Porto, numa pacata tarde de domingo, em 2019. Porto.

Olympus OM-D E-M1X

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This is it!!! This is the day – Olympus is lauching the E-M1X, a fabulous M43 camera – probably the faster, more advanced camera ever…

“The E-M1X is a step up from the E-M1 Mark II”. This is a high grade camera aimed at demanding professionals. Perfectly meeting the needs of true professionals, the E-M1X delivers the absolute confidence every photographer comes to expect – with better control, ergonomics and stability throughout the shoot. The advanced system of innovative technology and features has been engineered to take the game a level higher.

I’ll let you know everything about my experience with the E-M1X – yes, I’m using one to create out-of-this-world images… And I can tell you it is an extraordinary piece of kit…

https://www.olympus.co.uk/site/en/c/cameras/om_d_system_cameras/om_d/e_m1x/index.html

 

Em São Pedro do Sul – Balneário Romano está (quase) concluído

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Quando há um ano iniciámos este assignment nada ali fazia grande sentido. Mato, detritos, ruínas. Um ano depois tudo mudou e a obra quase concluída deixa antever a nobreza do projecto de recuperação. Parabéns Município de São Pedro do Sul.

Os Lugares do Azeite Transmontano em exposição na Feira Nacional de Agricultura 2018

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A edição deste ano da Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo tem como tema central o Olival e o Azeite. A direção da feira endereçou-me o convite para expor “Os Lugares do Azeite Transmontano” como obra ilustrativa do cultivo da azeitona, do fabrico e da cultura do azeite em Portugal. Estarão expostas 18 fotografias deste ensaio em local nobre do recinto.

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Foi com imensa honra e orgulho que aceitei o convite. Passem por lá, de 2 a 10 de Junho.

https://feiranacionalagricultura.pt