Richie Campbell

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O Verão passou tão rapidamente na Chappa que só percebemos o seu declínio (!) quando esta vaga de frio nos fez lembrar a chegada do Inverno. Foi um Verão tão intenso que fomos obrigados a esquecer as redes sociais quase por completo, trabalhámos arduamente em diversos projectos em seis municípios, produzimos algumas centenas de (boas) fotografias a partir de milhares de ficheiros e gravámos horas e horas de footage em C4K e em 4K. Estamos a pós-produzir alguns dos projectos que abraçámos este Verão.

_8170702Indubitavelmente o ensaio sobre a Feira de São Mateus, edição 626, foi um dos mais estimulantes. Desde a montagem até à desmontagem seguimos os personagens e acontecimentos na rainha de todas as feiras.

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Ficam algumas fotografias de um dos concertos mais memoráveis deste ano – Richie Campbell – um dos mais difíceis de fotografar, sem dúvida, pelo “constante e frenético movimento de todos os músicos em palco”…

Todas as imagens produzidas com Olympus E-M1 Mark II e objectivas M. Zuiko PRO. ISO entre 1600 e 12000. ACR and Photoshop to taste.

John Gallo é Senior Consultant e Professional Trainer da Olympus

© Viseu Marca/Chappa 2018

 

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O Presidente dos afectos

_9010222Assim é Marcelo. Um dos momentos que corrobora a tendência afectuosa do Presidente da República, durante a visita oficial que realizou à Feira de São Mateus no dia 1 de Setembro deste ano. Apesar do calor de morte que se fazia sentir, Marcelo distribuiu carinho e simpatia com a frescura do costume. Não se deixem sugestionar pela perspectiva…

O nosso Empire State…

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O nosso “Empire State”… Este pequeno ensaio à volta da torre de 16 andares da Segurança Social de Viseu teve como inspiração um ensaio de Joel Meyerowitz datado de 1978 e cujo tema central é o Empire State Building em Nova Iorque.

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O edifício da Segurança Social de Viseu é um dos ícones da cidade para alguns – faz parte integrante da sua história recente, “mamarracho” logo lixo para outros. Relativamente a este edifício as opiniões apontam sempre em direcções diferentes, é preto ou branco, nunca cinzento. Omnipresente, não deixa ninguém indiferente, nem os Viseenses, nem quem os visita. É, por isso mesmo, um marco irresistível para um ensaio fotográfico.

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Em Viseu, a torre da Segurança Social encontrou o seu espaço numa avenida larga, rasgada a partir do Rossio, que desenvolveria a cidade para norte. Nesta avenida instalaram-se a central de camionagem, bancos, escritórios, instituições, edifícios de habitação, como em qualquer avenida moderna de qualquer cidade.

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A torre de Viseu constituiu-se, assim, como edifício de referência da cidade nova (na sequência do projecto, não realizado, de Fernando Távora para Aveiro, ainda dos anos 50), símbolo da providência do Estado e albergando uma função tão nobre e significativa como a da Sé Episcopal – embora haja políticos da esquerda local que não pensem o mesmo, preferindo “empurrar” a Segurança Social para a periferia…

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“A sede da Caixa de Previdência de Viseu (…) desejava afirmar de modo intencional um contraponto contemporâneo à zona antiga da cidade, tomando como referência (…) modelos internacionais, cosmopolitas, carregados de valores de modernidade, de progresso.

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O Estado assumia assim a sua representação com uma linguagem do presente e uma monumentalidade de novo tipo. (…) Que o arquitecto autor deste projecto (Luís Amoroso Lopes, 1913-1995) tenha sido também o principal responsável pelos trabalhos de recuperação do centro histórico de Viseu pode constituir, à primeira vista, um paradoxo desconcertante.

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No entanto, as marcas de uma sólida cultura arquitectónica e urbana, do conhecimento e respeito pela história, de uma sensibilidade segura, estão aí bem evidentes. No compromisso que se procurava estabelecer entre as tipologias do Movimento Moderno e os espaços urbanos tradicionais – a rua, a praça, o quarteirão.

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No sereno classicismo do volume puro da torre, de geometria rigorosa e estrita, sabiamente acentuado nos seus momentos essenciais: nos dois pisos inferiores, recuados para acentuar a aparente leveza do volume que neles se apoia; no topo, onde a laje de coroamento, marcando uma sombra profunda, parece flutuar sobre o último piso”. (Martins, João Paulo, in Pereira, Nuno Teotónio, et al, “As Sedes dos Serviços Regionais”, Secretaria de Estado da Segurança Social, Lisboa, 1997).

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Em Viseu, definitivamente, a polémica não se percebe:- a torre não está no centro histórico;- a torre é um dos bons exemplos da arquitectura contemporânea da cidade;- a torre situa-se por entre edifícios claramente desqualificados (esses, sim, “grandes aberrações”…) como quase toda a arquitectura recente de Viseu – as fotografias da área urbana envolvente, nos artigos anteriores do PÚBLICO são disso elucidativas;- a torre funciona, tem vida e é necessária;- a torre está enraizada e é uma referência.

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O mais sensato seria, sem dúvida, propor a conclusão do projecto, nunca finalizado, para o espaço envolvente da torre, pelo menos nos seus princípios fundamentais e com um programa cívico actualizado – um quarteirão de forma triangular, edificado ao longo do seu perímetro (que incluía um cinema e um teatro), mas simultaneamente permeável e percorrível em todos os sentidos, através de uma praça interior, utilizável como espaço público.

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As propostas em cima da mesa, de implosão e, ainda mais ridícula, de redução de vários andares não deveriam passar de comentários de café – o que é sintomático do “grau zero” da discussão arquitectónica e urbana que tem acompanhado o desenvolvimento ( ?) recente das cidades médias portuguesas. (1)

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(1) Texto integralmente reproduzido do Jornal Público, RUI LOBO E GONÇALO CANTO MONIZ, Fevereiro de 2001 (https://www.publico.pt/2001/02/26/jornal/a-torre-da-seguranca-social-em-viseu-155136)

 

Todas as fotografias Olympus OM-D E-M1 Mark II, objectivas M.Zuiko PRO 7-14mm f2.8, 17mm F1.2, 25mm f1.2, 45mm f1.2 e 75mm F1.8 Premium e Olympus PEN-F,  objectivas 17, 25 e 45mm f1.8 Premium. ACR e Photoshop to taste.

Joel Meyerowitz “Empire State”: https://www.joelmeyerowitz.com/empire-state/

John Gallo “No Surrender”: http://www.johngallo.co.uk/no-surrender.html

 

 

 

Shortcutz Viseu #97

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E mais uma… Edição #97 do Shortcutz Viseu. Como sempre, valeu bem a pena. Ficam as imagens, de rabo sentado no meio da assistência, como sempre.

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Parabéns ao Carlos, ao Luís ao Museu Nacional Grão Vasco e ao Município de Viseu.

Todas as fotografias Olympus PEN-F black, objectivas M.Zuiko Digital 17mm, 25mm e 45mm f1.8. ISO entre 2500 e 5000.

ACR converted, Photoshop to taste.

O regresso do Shortcutz Viseu

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Foi a edição #95, de volta ao Museu Nacional Grão Vasco, agora com o apoio do Município de Viseu. O Luís Belo e o Carlos Salvador estão de parabéns, casa cheia – a abarrotar – na sessão de regresso. Tiago Fernandes Alves foi o convidado especial desta edição.

Ficam as fotos.

Todas as fotografias Olympus OM-D E-M1 Mark II, M.Zuiko Pro 17mm f1.2 e 45mm f1.2, ISO 1000 a 10000.

They tried to bury us, but forgot we are seeds

_3240007-copiarInaugurou a 24 de Março – They tried to bury us, but forgot we are seeds – colectiva na Quinta da Cruz, com obras de Vanessa Chrystie, John Gallo, Carlos No, Maia Horta, Paulo Neves e Joanne Grüne-Yanoff.

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Uma verdadeira enchente para contemplar a colectiva e a individual de Fátima Teles, Construction Line.

Ficam alguns momentos da inauguração e da montagem, na véspera e ante véspera.